PIRH Paranapanema é lançado oficialmente

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No último dia 29, em Londrina (PR), foi apresentado o Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. Participaram da cerimônia de lançamento do plano o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranapanema (CBH-PARANAPANEMA), Everton Luiz da Costa Souza, além de representantes dos comitês afluentes, do poder público, dos órgãos gestores e da sociedade civil.

Elaborado pelo CBH-PARANAPANEMA com apoio da ANA, o PIRH teve seus trabalhos concluídos após três anos de elaboração e foi aprovado por unanimidade pelos membros do comitê durante a 4ª Reunião Extraordinária do CBH-PARANAPANEMA, realizada em Ponta Grossa (PR), no dia 21 de outubro. Com a apresentação oficial à sociedade, o plano está pronto para iniciar outra importante fase, a sua implementação.

De acordo com Vicente Andreu, o PIRH Paranapanema marca um ponto de inflexão relevante para outros estudos do gênero. “O PIRH traz um novo paradigma para a produção de planos de recursos hídricos. Em geral, eles se encerram no diagnóstico, ou seja, tratam apenas dos problemas ou da situação da bacia naquele momento. De certa maneira, isso causa uma frustração, pois só apresentar o problema não resolve”, salientou o diretor-presidente da ANA. “O grande diferencial do PIRH Paranapanema é que ele foi além, chegou ao plano de ações e avançou ainda mais, criando um manual operativo. Isso permitirá se fixar no que é exequível, nas oportunidades de execução das propostas levantadas”, concluiu.

Três etapas principais compuseram a concepção do PIRH Paranapanema: Diagnóstico, Prognóstico e Plano de ações. O estudo congrega diversos conhecimentos sobre a bacia do rio Paranapanema, reunindo dados e informações de várias fontes – órgãos públicos, empresas, universidades e outras instituições, sem contar as participações diretas organizadas pelo CBH-PARANAPANEMA, por meio de oficinas, reuniões e encontros.

O orçamento global do plano, considerando o montante de gestão de recursos hídricos e investimentos associados, é de aproximadamente R$ 2 bilhões. Somente o orçamento de gestão dos recursos hídricos é de cerca de R$ 106 milhões. Os investimentos associados são de responsabilidade de outros setores, como por exemplo, o saneamento básico.

Alexandre Kireeff destacou no evento a satisfação que é Londrina ser a anfitriã da apresentação do PIRH Paranapanema. “Nos sentimos orgulhosos de ter podido contribuir para o plano, um trabalho de qualidade e que temos certeza será fundamental para os destinos de todos os municípios da bacia”, afirmou Kireeff, que também ressaltou a importância da participação das cidades. “É nos municípios que as questões globais são discutidas, portanto, sua atuação em planos como o PIRH Paranapanema são decisivas”, frisou o prefeito de Londrina.

Na economia da região da bacia hidrográfica − que envolve 247 municípios paranaeneses e paulistas e população de 4,7 milhões de habitantes −, a presença de bons indicadores socioeconômicos (IDH) e a satisfatória distribuição setorial do PIB mostra capacidade produtiva. Outro ponto positivo da Bacia do Paranapanema é o modelo institucional. Além do comitê interestadual, há seis comitês afluentes, todos em pleno funcionamento.

Para Everton Luiz da Costa Souza, o PIRH Paranapanema é fruto do esforço conjunto da ANA, do CBH-PARANAPANEMA, das suas câmaras técnicas e do GT Plano, dos comitês afluentes, do poder público, dos órgãos gestores, das universidades, dos usuários de águas e da sociedade civil organizada. “Todos deram sua contribuição para que o plano fosse construído da melhor forma possível, considerando todos os desafios que um estudo dessa grandeza tem. E o resultado final nos enche de orgulho e satisfação”, observou o presidente do CBH-PARANAPANEMA. “Agora, iniciamos uma nova e decisiva etapa: a implementação do PIRH. Para isso, o manual operativo e o grupo de trabalho dedicado serão fundamentais. Mas não apenas isso. Todos os envolvidos na elaboração do estudo devem continuar mobilizados para que, assim como construímos o plano, possamos colocá-lo em prática com a mesma energia”, finalizou Souza.