CBHT | Caracterização

BACIA HIDROGRÁFICA DO TIBAGI

– CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

A bacia hidrográfica do Tibagi abrange uma área de drenagem de 24.713 km2. Ele nasce nos Campos Gerais, no Município de Palmeira, a oeste da escarpa devoniana. Sua extensão é de 550 km.
Os principais afluentes da margem esquerda são: rio Taquara, ribeirão dos Apertados e ribeirão Três Bocas. Na margem direita os maiores contribuintes são: rio Iapó, rio São Jerônimo e rio Congonhas.

– USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

A atividade econômica principal é a agropecuária. Na metade sul da bacia as culturas (soja, milho, feijão e trigo) ocupam uma área igual à de pastagens, havendo ainda áreas com reflorestamento. Na metade norte, região da terra roxa, a agricultura é mais intensiva (soja milho, trigo e café), com pastagens ocupando apenas 14% da área.
A bacia é relativamente industrializada, com pólos industriais em Londrina e Ponta Grossa. Em Telêmaco Borba se situa uma das maiores indústrias de celulose do país- a Klabin. As indústrias, em sua maioria, estão ligadas à agropecuária: treze de óleos comestíveis, onze laticínios, nove frigoríficos, sete de papel, sete de bebidas, sete têxteis e outras.
Cidades importantes do estado se situam na bacia, como Londrina e Ponta Grossa. Outras se situam no espigão divisor de bacias, como Cambé, Apucarana, Arapongas, Rolândia e Cornélio Procópio.O mapa 12 anexo ilustra a situação das cidades. A população da bacia está ao redor de 1.430.000 habitantes, dos quais  86 % correspondem à população urbana.

– UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

O uso mais importante é para abastecimento público. A maior parte das captações situa-se nos afluentes; no corpo principal do rio Tibagi estão localizadas as captações de Londrina/Cambé, Tibagi e Telêmaco Borba. O manancial subterrâneo é também bastante utilizado (formação Serra Geral).
Todos os rios da bacia foram enquadrados na Classe 2, com as seguintes exceções:

a) Rios destinados ao abastecimento público, desde as nascentes até a captação, com área da bacia inferior a 50km2, os quais foram enquadrados na Classe 1:
– rio Jataizinho…………………..Assaí
– rio Água Sete………………….Califórnia
– arroio São Cristóvão…………Castro
– córrego Curiuva……………….Curiuva
– rio Imbituvinha………………..Irati
– arroio Bom Jardim……………Bom Jardim (Ivai)
– córrego da Chegada………….Natingui (Ortigueira)
– rio Quero Quero……………….Quero Quero (Palmeira)
– rio Pugas………………………..Palmeira
– arroio Moinho………………….Guaragi (Ponta Grossa)
– rio Furneiro…………………….Imbaú (Telêmaco Borba)

b) rio Harmonia e seus afluentes, até a barragem da Klabin, enquadrados na Classe 1.
c) ribeirão Cambé e seus afluentes, até o parque Arthur Thomas, enquadrados na Classe 1.
d) afluentes da margem esquerda do rib. dos Apertados (Londrina), dentro do parque Mata Godoy, enquadrados na Classe 1.
e) rio Quebra Perna, rio Barrosinho e seus afluentes (Ponta Grossa), enquadrados na Classe 1.
f) rib. Lindóia e seu afluente ribeirão Quati (Londrina) enquadrados na Classe 3.
g) arroio da Ronda (Ponta Grossa) enquadrado na Classe 3.

As indústrias situadas na bacia também utilizam as águas nos seus processamentos industriais.
Existe um grande número de captações para fins de irrigação, mas nenhuma de grande porte. As águas são ainda utilizadas para dessedentação de animais e afastamento e diluição de esgotos domésticos e industriais.
O aproveitamento hidroelétrico restringe-se a pequenas instalações, não havendo formação de reservatórios de acumulação.

– CARGAS POLUIDORAS

A carga poluidora urbana potencial é de 77.220 kg DBO5/dia, mas apenas cerca de 40 % da população urbana  é servida por rede coletora de esgotos, e cerca de 20 % tem seus esgotos tratados.
A carga poluidora industrial potencial é da ordem de 130.000 kg DBO5/dia, mas apenas cerca de 15 % dela é efetivamente lançada nos cursos d’água.
O escoamento superficial de águas de chuva em áreas urbanas e rurais traz uma carga poluidora adicional aos cursos d’água.

– A REDE DE MONITORAMENTO E OS DADOS DE QUALIDADE D’ÁGUA

Existem dezesseis estações de coleta de amostras na bacia:
– TI-01-rio Tibagi……………….Uvaia
– TI-03-rio Tibagi……………….Tibagi
– TI-04-rio Tibagi……………….Telêmaco Borba
– TI-07-rio Tibagi……………….Porto Londrina
– TI-08-rio Taquara…………….Sitio Igrejinha
– TI-10-rio Tibagi……………….Jataizinho
– TI-11-rio Jacutinga…………..Cap. Ibiporã
– TI-12-rio Congonhas…………Ponte Preta
– TI-14-rio Iapó…………………Chácara Cachoeira
– TI-16-rio do Tigre…………….Salto São Pedro
– TI-17-rio Tibagi……………….Rosaldo Leitão
– TI-20-rio Capivari…………….Bom Jardim
– TI-21-rio Tibagi……………….Chac. Ana Cláudia
– TI-22-rio Tibagi……………….Balsa do Pitangui
– TI-24-rio Cafezal……………..Jus. rib. Ciclone
– TI-41-rio Cafezal……………..Cap. Sanepar

O mapa 12 anexo mostra a localização dessas estações e as tabelas anexas os dados analíticos do período 1996-2001, bem como os respectivos IQA’s.
Os gráficos anexos ilustram a variação dos IQA’s no período, com indicação da qualidade d’água (ótima, boa, razoável, ruim e péssima) e das respectivas vazões dos rios.
As considerações feitas a seguir são válidas apenas para os cursos d’água acima citados.

– Análise dos dados de IQA
No rio Tibagi foram obtidos bons resultados com relação aos IQA’s, com qualidade boa e razoável; apenas em Jataizinho, quando o rio já recebeu a maior parte das cargas poluidoras, nota-se um declínio na qualidade.
No rio Iapó a qualidade manteve-se boa e no rio Congonhas boa e razoável. Não se nota uma tendência definida de melhora ou piora no período, com os IQA’s oscilando em torno de valores médios.

– Análise dos dados de parâmetros individuais
De uma maneira geral os parâmetros se situam dentro dos limites das respectivas classes. A exceção fica por conta dos coliformes, principalmente nos rios Iapó e Congonhas, e do fósforo total, que freqüentemente excedem esses limites.
Com relação às substâncias tóxicas, numa amostra coletada em  Jataizinho não foi detectada a presença dos quinze defensivos agrícolas citados na Bacia do Cinzas. Em treze amostras coletadas em TI-10 e TI-21 não foram detectados, ou estiveram abaixo dos limites permissíveis, os metais pesados mercúrio, cádmio e chumbo; em apenas uma amostra o mercúrio ultrapassou seu limite.
Outros parâmetros apresentaram, nessas duas estações, variações nas faixas indicadas a seguir:
– cor aparente…………….25-200 mg/l
– nit-amoniacal……………0,01-0,49 mg/l
– nit-nitrito…………………0,005-0,019 mg/l
– nit-nitrato………………..0,28-1,18 mg/l
– alcalinidade total……….11-24 mg/l
– dureza total……………..11-34
– ortofosfatos……………..0,002-0,057 mg/l
– óleos e graxas………….3-8 mg/l
– surfactantes…………….0,005-0,010
– fenóis…………………….0,001-0,016 mg/l
– sólidos suspensos……..4-124 mg/l

Não há restrições ao uso dessas águas para abastecimento público e industrial, irrigação (com exceção de hortaliças a serem consumidas cruas, em alguns pontos) e dessedentação de animais.

– Análise da influência das chuvas na qualidade d’água
Não há uma tendência definida da influência das chuvas na qualidade d’água, a não ser em Ponte Preta e Jataizinho, onde os picos de vazão resultaram nos piores índices de qualidade.



MUNICÍPIOS QUE FAZEM PARTE DO CBH

APUCARANA*
ARAPONGAS*
ASSAÍ
BELA VISTA DO PARAÍSO*
CALIFÓRNIA*
CAMBÉ*
CARAMBEÍ
CASTRO
CONGONHINHAS
CORNÉLIO PROCÓPIO*
CURIÚVA
FERNANDES PINHEIRO
GUAMIRANGA
IBIPORÃ
IMBAÚ
IMBITUVA
IPIRANGA
IRATI
IVAÍ
JATAIZINHO
LEÓPOLIS*
LONDRINA
MARILÂNDIA DO SUL
MAUÁ DA SERRA*
NOVA AMÉRICA DA COLINA
NOVA FÁTIMA
NOVA SANTA BÁRBARA
ORTIGUEIRA
PALMEIRA
PIRAÍ DO SUL
PONTA GROSSA
PORTO AMAZONAS
PRIMEIRO DE MAIO
RANCHO ALEGRE
RESERVA
ROLÂNDIA*
SANTA CECÍLIA DO PAVÃO
SANTO ANTÔNIO DO PARAÍSO
SÃO JERÔNIMO DA SERRA
SÃO SEBASTIÃO DA AMOREIRA
SAPOPEMA
SERTANEJA
SERTANÓPOLIS
TAMARANA
TEIXEIRA SOARES
TELÊMACO BORBA
TIBAGI
URAÍ
VENTANIA*

*Obs.: Municípios os quais suas sedes estão em mais que uma Bacia Hidrográfica



REGIMENTO INTERNO DO CBH TIBAGI
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